Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010

i de repente...

...eis que me deparo com uma notícia, que seria inesperada, não se tratasse do i. o jornal assume-se cada vez mais como um jornal diferente, irreverente, contundente i surpreendente. apesar dos muitos comentários idiotas que por lá aparecem (i já nem falo dos que se percebe claramente que são escritos por assessores do governo...), o i tem vindo a demonstrar que um outro jornalismo é possível. "i num instante tudo muda", foi o lema abraçado de corpo e alma por quem lhe dá vida. não terá sido assim num instante, nem tudo mudou ainda, mas eu acredito que consigamos lá chegar.

 

quem me conhece sabe que eu respiro música. apesar de andar um pouco arredado dos eventos musicais i das lojas de discos, gosto de me manter informado acerca do panorama musical. i tem sido com alguma estranheza (i tristeza), que tenho visto os jornais (i alguns so called jornalistas) a apostarem cada vez mais no facilitismo da secretária, no imediatismo da fofoca, na garantia do briefing da organização, etc.

 

sinto falta da reportagem dos bastidores, do repórter literalmente enfiado no meio do público, a perguntar, a observar, a captar a essência de uma boa hIstória, que muitas vezes parte de um pequeno pormenor.

 

o festival boom, apesar do grande sucesso i do enorme respeito com que é visto por frequentadores de todo o mundo, mas também por organizações que nada têm a ver com a indústria musical, tem sido relegado para um plano secundário que não é merecido. talvez seja por não ser um evento de massas, nem patrocinado por uma grande empresa... existe droga no boom? com certeza que sim. não existe nos outros? com certeza que existe! é como se de cada vez que se aproxima o início do sw, já estejamos à espera de ver nas notícias quantas pessoas foram apanhadas a vender haxixe! aquilo já deve estar no tópico de factos a relatar sobre o festival lá nas redacções. nunca vi nenhuma notícia acerca da droga consumida no alive...no rock in rio...no delta tejo...i por aí fora.

 

a droga existe, temos que saber lidar com ela. i não é de certeza fechando-a num armário a sete chaves ponto final parágrafo

 

é por isso que esta reportagem do i é tão importante. porque fala das coisas como elas são. sem tabus. i digam lá se não é bonito ver entidades públicas, de mãos dadas com quem promove a devassa? hum?

 

Boom. Ataques de pânico, paranóia, bad trips? Eles tratam de tudo

 

 

ps: este artigo foi escrito ao abrigo de um possível acordo ortográfico

publicado por Minhoca às 23:18
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