Hoje, que passam 20 anos sobre a adopção da Convenção sobre os Direitos da Criança, "O que pensam as crianças dos seus direitos" ?
Veja o documento aqui.
Hoje, que passam 20 anos sobre a adopção da Convenção sobre os Direitos da Criança, "O que pensam as crianças dos seus direitos" ?
Veja o documento aqui.
É por estas e por outras que cada vez mais gosto de ser ateu!
Para a igreja, a pílula do dia seguinte já é aborto.
Então, surgem algumas dúvidas:
A masturbação masculina é homicídio prematuro ou premeditado?
E o sexo oral? Será canibalismo?
Podemos considerar o coito interrompido como abandono de menor?
E o que dizer do preservativo? Será homicídio por sufocamento?
Ou da verdade adulterada! Parece então que andam por aí uns grupos de pais (felizmente, uma minoria), a enviar cartas para as escolas dos filhos a exigir que os seus descendentes não recebam a matéria sobre educação sexual.
Ora, estes senhores, normalmente pessoas informadas e cultas, parecem saídos directamente do tempo do outro senhor, em que estes assuntos eram tabu. Dizem eles, que devem ser os pais os responsáveis pela educação sexual dos filhos. Pois eu digo melhor: os pais devem complementar, mediante os valores que querem transmitir aos rebentos, TODA a informação que os petizes trazem dentro das mochilas. Mas não só. Será que estes senhores andam em casa, sempre atrás dos filhos, a esconder anúncios, telenovelas, filmes, séries de ficção para jovens, etc., de cada vez que aparecem referências de cariz sexual? Se assim é, um conselho: mais vale desligar a tv e deitá-la no ponto electrão, porque as coisas não vão mudar.
Se existem pais preocupados com a educação que os seus filhos recebem - e eu acredito que seja o caso destes voluntariosos senhores - também existe o contrário (infelizmente, a maioria). Para os filhos destes, a escola é o único local de onde os putos podem retirar exemplos positivos e formadores de uma cidadania responsável, para si e para os outros.
Ps: gostei particularmente da parte do "É verdade que Portugal é o segundo país europeu com mais alta taxa de gravidez na adolescência, mas é uma verdade com a qual eu me congratulo porque significa que as jovens levam a gravidez até ao fim e não abortam". Está tudo dito! (sublinhado meu)
O PÚBLICO inicia hoje uma nova etapa da sua história.
Uma nova direcção, um novo rumo, uma mentalidade diferente. Sinceramente, não me chateiam nada os editoriais assinados, desde que se consiga manter o rigor e a independência no tratamento das notícias. Sempre entendi, e li, os editoriais como artigos de opinião, que apenas vinculam quem os assina, sendo uma forma de o director de um jornal poder justificar qualquer acção da sua publicação, além de ser uma forma de espicaçar tudo o que paira em torno do jornalismo. Por outro lado, parece-me muito dificil "congregar" toda uma redacção em torno de um pensamento único. Se o Público o conseguir, melhor. É o meu jornal de sempre, e espero que continue a ser.
Já agora, Senhora Directora, será que podemos ter o Calvin de volta?
Será que com a morte do "lobo", morre também o programa de autor, e a rádio passa definitivamente a ser uma fábrica de encher chouriços?
António Sérgio. Morreu o último radialista português
E aquilo que disse, foi apenas: ai ai, que andam a tentar deitar abaixo o meu querido psd!
Como previa, a declaração do nosso PR não teve sumo nenhum, a não ser admitir que está aberta a guerra entre o dito e o Governo, o que não é nada bom. Que a nossa classe política, ao seu mais alto nível, é degradante, já todos sabemos. O PR tem é que saber estar acima destas novelas de cordel. Mais valia, em Agosto, ter vindo dizer se havia, ou não, desconfianças de escutas, e arrumava o caso. Ao fazer esta declaração, que é política, e não institucional, só veio lançar mais achas para uma fogueira que estava prestes a se apagar por si própria.
No entanto, existem ainda algumas questões que ainda não vi respondidas, nem ouvi ontem nenhum comentador ou jornalista a questionar: Fernando Lima contactou ou não o Público? Aquele email é, ou não, verdadeiro? Se sim, quem o passou aos vários órgãos de comunicação social? Penso que o Público tem o dever de vir a terreiro esclarecer estas dúvidas, até para a defesa da sua própria credibilidade. Sou leitor do Público há muitos anos, acredito na seriedade de quem lá trabalha, e quero continuar a acreditar.